Blog

Resgate do Patrimônio - Cordeirópolis-1200px

Resgate do Patrimônio. Estação Ferroviária: A origem esquecida

Hoje abandonada, construção marca início da história de Cordeirópolis; projeto arquitetônico propõe revitalização do prédio

A Estação Ferroviária de Cordeirópolis começou a ser utilizada há quase 140 anos, no trajeto entre Campinas e Rio Claro. Sua história se confunde com a origem do município. A estação foi inaugurada em 11 de agosto de 1876, no mesmo dia da abertura da estação de Rio Claro. Quanto ao seu nome, hoje em dia se aceita como mais provável a herança do nome da antiga fazenda Cordeiro. Nos anos 1940, o distrito mudou de nome, sendo chamado de Cordeirópolis e emancipou-se de Limeira.

 

Em 1914, a estação foi ampliada e continuou ativa até 1995. O abandono veio em seguida. Em ruínas há 20 anos, este é o prédio de estação mais antigo das linhas da hoje extinta Companhia Paulista. A construção que deu origem à Cordeirópolis precisa ser revitalizada para se tornar novamente uma parte da cidade. Pensando nisso, a pesquisadora e arquiteta Valquiria Giroto de França esteve no município entregando para autoridades e historiadores exemplares de seu Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, que propõe a transformação da área.

 

O projeto de Requalificação do Patrimônio Histórico de Cordeirópolis – “Memória, Resgate e Reconhecimento”, além da recuperação arquitetônica, sugere que o patrimônio seja reconhecido pelo seu valor histórico como berço da cidade, recebendo empenho do Poder Público para a sua revitalização. O trabalho também prevê, dentro da Estação Ferroviária, a criação de uma Estação Turística com passeios agendados, em parceira com as cidades vizinhas; ginásio esportivo; área aberta com parque para a prática de exercícios; um galpão para realização de eventos e até a instalação de um mercado municipal de alimentos e outros tipos de produtos. Conheça mais sobre a proposta:

 

“O espaço ocioso do Pátio Ferroviário tornar-se-ia um grande parque linear, interligando os edifícios históricos e o casarão do antigo ramal de Araras com novos propósitos de uso e uma opção de lazer e entretenimento para todos os usuários, tendo em seu centro e coração, na pavimentação central, a forma de um “DNA”, mostrando que aquele é o local de origem da cidade (…). O trabalho sugere então, as seguintes modificações:

 

  • Projeto de novo edifício interligado ao Edifício da Estação de Passageiros, criando um circuito de conhecimento histórico sobre a Companhia Paulista de Estradas de Ferro e a Ferrovia, com exposição de fotos e imagens, objetos históricos coletados entre a população e órgãos ligados à  história da ferrovia, além de salas educativas e de projeção de filmes, reportagens e relatos históricos sobre a cidade.
  • Construção de réplicas do antigo “bar” da estação, seguindo a mesma arquitetura em madeira, sendo utilizados como cafés e sorveterias ao longo do parque.
  • Área livre: Parque aberto, equipado com ciclovia, calçadão, equipamentos de atividades físicas, pista de skate com arquibancadas, playground, cafés, espaços sombreados para descanso e apreciação, área aberta para festas públicas ao ar livre, estacionamentos para automóveis, motocicletas, bicicletas e ônibus, sanitários públicos.
  • Criação de um grande boulevard/mirante, aproveitando o desnível do lado esquerdo do ramal de Rio Claro, seguindo desde o Pontilhão até a Rua Sete de Setembro. (…) A transformação deste local seria uma grande oportunidade de crescimento e valorização da cidade de Cordeirópolis perante ela mesma e perante as cidades da região, (…) deixando de ter um local depreciado e perigoso no centro da cidade, o que causa desvalorização imobiliária e humana.”

 

Revista Acontece Regional
Ano VII – nr. 24 – Junho 2016
www.revistaaconteceregional.com.br
Matéria: Resgate do Patrimônio. Estação Ferroviária: A origem esquecida
Página 62